sábado, 4 de junho de 2011

Porto - Palacete Visconde Pereira Machado


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..."Muito curiosa é a história do Visconde de Pereira Machado que viveu no seu solar da Rua Formosa, esquina com a Rua da Alegria que serve agora de sede a uma associação filantrópica. O titular chamava-se Guilherme Augusto Machado Pereira e foi feito visconde em 15 de Dezembro de 1868. Na carta de mercê em que foi agraciado com aquele título, em vez de Machado Pereira escreveram Pereira Machado e foi com esta designação que passou a usar o título. Por causa disso denominavam-no "visconde às avessas…" Os bailes que nos finais do século XIX se realizaram nos salões deste palacete contaram, muitas vezes, com a presença da duquesa de Palmela e do duque de Saldanha".

Germano Silva
in Jornal de Notícias

sábado, 28 de maio de 2011

Porto - Igreja de S. Lourenço (Grilos)


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Construída no século XVI, mais precisamente no ano de 1577 é um dos ultimos exemplares em estilo maneirista.

A sua construção deveu-se à caridosas doações de alguns fieis e a Frei Luis Alvares de Távora de Leça do Balio que impôs a condição de nala ter de ser sepultado.

A frontaria é monumental, composta por dois andares, nela se acumulam frontões, entablamentos, cornijas, pilastras e janelas.

No primeiro, três portas com frontões, sendo a do meio ornada com um portal formado por colunas gémeas coríntias sobre pedestais e por um entablamento com pedras no friso. No alto dois nichos vasios, nos extremos duas janelas, e a meio o emblema da Companhia de Jesus, com separação feita por pilastras toscanas.

No segundo, ao centro, uma janela e por cima o brasão de Frei Luís Álvares de Távora, a rematar este bloco a Cruz de Malta sobre pedestal. De ambos os lados nichos vazios, por cima destas janelas e a rematar, frontões partidos sustentados por colunas jónicas, das quais rompem pirâmides. As partes externas pertencem às torres, cobertas com grandes volutas, com cúpulas em tijolo.

A nave é coberta por abóbada de granito, de volta perfeita em caixotões.

As paredes são sustentadas por largas pilastras toscanas, onde estão grandes imagens dos Evangelistas e dos Apóstolos, em barro pintado.

Pilastras clássicas enquadram o arco triunfal. Sobre o entablamento, de cornija muito saliente, ergue-se até à abóbada um complicado frontão, guarnecido com motivos jesuítas e flamengos, cortado a meio pelo nicho de S. Lourenço.

A capela-mor é coberta por uma abóbada também em caixotões, ocupados por cartelas guarnecidas com pedras. Nas paredes vêem-se pilastras jónicas de fuste canelado e, entre elas, estuques decorativos. Existe também nesta capela um bom painel de João Baptista Ribeiro e a imagem de St°. Inácio, única na cidade. Na sacristia, com tecto de madeira apainelada, existe um retábulo e quatro quadros emoldurados com boa talha rocócó, dos fins do século XVIII.

De referir por fim que a sua localização fica num emaranhado de ruas da Zona Histórica do Porto, nas imediações da Sé, mais precisamente no Largo do Colégio.

Porto - Paço Episcopal

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A sua edificação parece ser originária do século XIII, embora possa assentar numa construção anterior. A construção deste edificio apresenta-se divida em três andares com distinta grandiosidade.

A fachada principal é aberta por um arco pleno ladeado por pilastras e rematada por um frontão guarnecido.

Doze janelas com grades de ferro iluminam o andar inferior. No primeiro e segundo andar repete-se o mesmo número de janelas, tendo as do andar superior frontões rocócó e varandas de ferro, apoiando-se em mísulas ornamentadas.

A janela central tem uma balaustrada de pedra e no frontão, que excede o entablamento, vê-se as armas do Bispo D. Rafael de Mendonça.

As fachadas laterais apresentam igualmente janelas emolduradas com aparatosos frontões. A entrada faz-se por um amplo vestíbulo abobadado tendo ao fundo um portal de pilastras jónicas, com frontão curvo. No tímpano está o brasão do Bispo Fundador.

A escadaria é composta por três lanços, um central e dois laterais, possui parapeitos ricamente decorados.

Nas paredes laterais, as janelas apresentam frontões curvos, interrompidos a meio por urnas floridas.

Ao fundo, há três janelões, preenchidos com vitrais, em que figuram os três tipos do brasão do Porto.

A abóbada, aberta por um lanternim, é guarnecida por excelentes estuques e pinturas.

No patamar superior, existe um interessante portal com colunas jónicas. Os festões deste portal, assim como os das janelas, são um bom exemplo do trabalho de cantaria executado em granito.

Porto - Igreja de Santa Clara


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No ano de 1758 escrevia-se sobre a igreja de Santa Clara:
É a mais perfeita e asseada deste Reino, toda coberta de talha de ouro, e azul.

A Igreja do Convento de Santa Clara, é o melhor exemplo que se pode apontar numa cidade fortemente timbrada pelo fenómeno do barroco. A Arte da Talha dourada e policromada, é uma das expressões que mais a notabiliza, enfatizando dessa forma a apropriação dos princípios da Reforma Católica (Natália Marinho Ferreira-Alves).

Faz parte de um conjunto de edifícios - igrejas forradas a ouro - em que a madeira entalhada e policromada ocupa todas as superfícies parietais e coberturas do espaço sacro, provocando no crente a evasão sensorial e elevando-o a uma realidade supra-humana. O trabalho de talha da capela-mor e arco cruzeiro é a obra-prima de Miguel Francisco da Silva, arquitecto e entalhador, um dos melhores intérpretes do barroco joanino no Porto.

A fundação do Convento de Santa Clara no Porto teve lugar no dia 28 de Março de 1416, em acto processional de grande solenidade, estando ao lado do Bispo D. Fernando Guerra, o próprio rei D. João I, e os príncipes Fernando e Afonso. Colheu desde a fundação o envolvimento da realeza.
Desta primeira fase são poucos os testemunhos materiais que resistiram.

De tempos mais recentes merece referência o claustro, como construção que revela a assimilação dos princípios mais puros do maneirismo. Em 1667 tratam as monjas da construção do mirante. A transição do século XVII para o seguinte foi ainda assinalada por obras múltiplas nos dormitórios (1707-1715), portaria (com interessante portal de composição barroca) e dois coros.

A partir de 1729 inicia-se o ciclo de transformação da igreja naquilo que hoje se mantem.

O acesso à igreja faz-se lateralmente, como é regra nos conventos femininos, uma vez que do lado oposto à capela-mor se situavam os coros das religiosas. À entrada um pórtico em que se entrecruzam formas tardo-góticas e da renascença, sendo este no exterior o único elemento de algum recorte plástico, no conjunto da austeridade e singeleza revelado pela construção.

O interior é formado pela nave, capela-mor e do lado oposto, os coros alto e baixo, com as respectivas grades de clausura que separavam os contactos entre fiéis e religiosas.

Em 1729, sendo abadessa D. Isabel Visitação, promovem-se obras de pedraria na capela-mor, que visaram sobretudo, aumentar a altura dos muros e do arco triunfal tornando o espaço mais amplo e luminoso. Estas obras foram orientadas pelo arquitecto António Pereira, que na época dirigia transformação paralela na Sé do Porto. Estes mesmos princípios renovadores alastraram em 1732 à nave, demarcando-se a nova altura a partir das tribunas. Uma vez mais a preocupação da luz com a abertura de lunetas por cima das tribunas. Em planta, a igreja mantinha a forma anterior.

A principal transformação foi conseguida não pela arquitectura mas pelo efeito cenográfico da talha e é nesta arte que as monjas polarizam o seu interesse, tornando-se a arquitectura anulada pelo efeito das formas reluzentes do cromatismo da talha e da imaginária que cobrem todas as estruturas interiores.

Em 1730 a obra de talha da capela-mor e arco cruzeiro foi arrematada por Miguel Francisco da Silva. Um programa complexo sob o ponto de vista formal e iconográfico, sendo a banqueta e o sacrário posteriores. O resultado alcançado fazem do artista um vulto maior do barroco portuense, e da igreja conventual de Santa Clara uma das jóias da arte barroca portuguesa, quer pela qualidade estética quer pela coerência de todo o conjunto.

texto-Manuel Joaquim Moreira da Rocha
Dep.Ciências e Técnicas do Património
Faculdade de Letras-Porto

sábado, 5 de março de 2011

Regata Infante D. Henrique 2011 no Porto


Regatta Infante D. Henrique (Prince Henry) 2011, Douro River, sailboat cruise, between Afurada and Bridge D. Luiz. Photos of the event and from the banks, in a day of dark aura.

domingo, 14 de novembro de 2010

Monumento aos Heróis da Guerra Peninsular no Porto


O Monumento aos Heróis da Guerra Peninsular localiza-se na Rotunda da Boavista, Porto, Portugal.


A Guerra Peninsular, assim designada, foi aquela que uniu os portugueses e os ingleses contra os exércitos de França, de Napoleão Bonaparte, na Península Ibérica, no período de 1808 a 1814.


Bem no centro do jardim da Praça de Mouzinho de Albuquerque, ergue-se este monumento comemorativo aos bravos destas lutas.


Da autoria do arquitecto Marques da Silva e do escultor Alves de Sousa, projecto escolhido dentre os três melhores, esta obra levou alguns anos a ser concluída. Coube à Cooperativa dos Pedreiros o encargo de o erigir, sendo começado em 1909 e apenas inaugurado em 1951. Dada a morosidade do tempo de construção e a morte do escultor Alves de Sousa, ainda jovem (38 anos), a obra foi concluída sob a direcção dos escultores Henrique Moreira e Sousa Caldas.


Os artistas envolvidos na feitoria desta obra, tentaram transmitir o sacrifício e a vitória do povo portuense nesta guerra. É composta por um pedestal, de 45 m de altura, rodeado de grupos escultóricos, chegando mesmo, dois deles, a morder a base. Estes, representam cenas de artilharia em movimento, a intervenção das gentes do povo na luta e o desastre da «Ponte das Barcas». De notar a presença do elemento feminino em todos os grupos: no da frente, uma mulher, a Vitória guiando o povo, empunha, na mão esquerda, a bandeira nacional e, na direita, uma espada. Completa o conjunto uma alta coluna encimada por um leão (a vitória portuguesa) sobre uma águia que derruba (esta representa o império de Napoleão). Na base da figura tem figuras de soldados e cenas de factos ligados às guerras napoleónicas, em relevos esculpidos no granito. Duas datas, em bronze, como toda a escultura, podem ver-se em duas frentes da base da coluna: MDCCCVIII e MDCCCIX. Ainda no pedestal, estão apostas as armas da cidade.


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

domingo, 17 de outubro de 2010

Visita à Casa da Música - Porto



"Casa da Música was conceived to mark 2001, the year in which Porto was Cultural Capital of Europe, and it is the first new building in Portugal to be entirely dedicated to music - to the presentation and public enjoyment of music, to music education and to the creation of music. The project took shape in 1999 after the Rem Koolhaas & Ellen van Loon - Office for Metropolitan Architecture won the international architectural competition. Work began in 1999 on the site of Porto's former central tram garage on the Rotunda da Boavista, and Casa da Música opened its doors to the public on April 15th , 2005. Casa da Música was planned as a home for all types of music and it is not only part of the urban redevelopment of Porto but also part of a network of cultural facilities, for the city of Porto and for the wider world. Underlying it is an innovative and wide-ranging cultural project, which aims to make an exciting contribution to the national and international music scene, as an arena for all types of musical events - from classical music to jazz, from fado to electronic music, from great international productions to more experimental projects. Besides concerts, recitals and other types of performance, Casa da Música also organises events for musicians and musicologists and invests in research into the origins of Portuguese music. In addition, it plays a very important role in music education. It is a cultural meeting point between music and other areas of artistic creation and knowledge, providing a space for all kinds of audiences and creators".

"Rem Koolhaas was born in the Netherlands in 1944 and studied Architecture in London. He is one of the world's best known contemporary architects and is responsible for many prize-winning projects. These prizes have included the Pritzker Prize and the Mies van der Rohe European Union Architecture Award. In 1975 , in Rotterdam, Koolhaas created the Office for Metropolitan Architecture (OMA), which submitted the winning proposal for the Casa da Música do Porto in 1999. In 2007, Casa da Música won the Royal Institute of British Architects' (RIBA) Award, the jury describing the building as "intriguing, disquieting and dynamic". Casa da Música is surprising in terms of shape, structure, materials and functions. With its 30-metre-high entrance hall, the asymmetric building unfolds into 8 levels above ground and 3 floors below ground. With its layers of pale, exposed concrete alternating with glass, tiles and velvet, all of which contrast with the grey aluminium, smooth on the floor and perforated on the walls, and with its terraces covered with glass sunroofs and its suspended walkways, Casa da Música is undoubtedly a place that challenges visitors and invites constant discovery. The detail of the design can be seen in the fixed furniture, such as counters and seats, and in the choice of the detachable furniture. The seats in the main auditorium, Sala Suggia, include reading lights and air conditioning, and in other areas of the building can be found reissues of furniture by the Portuguese designers Daciano da Costa and Sena da Silva, together with pieces by Maarten van Severen, Leonor Álvares de Oliveira and Fernando Távora".

"Other Spaces REHEARSAL ROOMS The Casa da Música has a total of 10 rehearsal rooms of varying sizes. The two biggest rehearsal rooms, holding groups of 20 to 100 people, are located on Floor -2. They are also fully equipped with their own control rooms and can be used as recording studios.
Location: 1st Floor and Floor -2 SALA RENASCENÇA The Renaissance Room can be accessed from two points and is an area through which visitors can reach the Sala Laranja (Orange Room), the Cybermusica (the Cybermusic Room) and the Foyer Poente (West Lobby). The name of the room derives from the effect created by the blue, green and white tiles. Location: 4th Floor SALA ROXA and SALA LARANJA Sala Roxa (Purple Room) and Sala Laranja (Orange Room) are public spaces designed for educational events and are eminently suitable for activities involving young people. They are small spaces with both the floor and the walls covered in cork tiles with ceilings of foam and fabric. Location: floor 5 SALA VIP The VIP Room is a multifuncional space, mainly used for sessions for small groups, installations or ceremonial occasions. Here, Rem Koolhaas paid homage to Portuguese tiles and each of its panels is a reproduction of an original panel to be found in different museums in Portugal and the Netherlands. Location: 6th Floor TERRACE The terrace is a wide open space, divided into platforms, on one of the highest floors of the building, with a glass ceiling that opens up to the sky. Its main purpose is to serve as support for events such as conferences, public presentations or receptions. Location: 7th floor"

From: http://www.casadamusica.com/